Capacitismo: Você sabe o que é?

Esse termo que tem ganhado cada vez mais visibilidade em nossa sociedade, se refere à discriminação contra pessoas com deficiência.

Mas quais seriam esses preconceitos?
Por vezes, as pessoas mesmo sem saber e sem intenção de serem preconceituosas, repetem um discurso ou comportamento que é considerado capacitista.

De tão sutis e velados que são, por vezes passam desapercebidos por nós.

A ideia central é de que pessoas com deficiência, física ou intelectual, são incapazes de participar da dinâmica social.

Existe uma “expectativa de fracasso” incorporada na narrativa de nossa cultura, que enxerga a deficiência pelo olhar de que existe um padrão corporal e intelectual e quem não se enquadra, não estaria habilitado a participar da sociedade, em sua plenitude.

Sob a bandeira da capacidade fomos distorcendo alguns conceitos e, ao invés de nos tornarmos mais diversos, nos tornamos cada vez mais parecidos uns com os outros, padronizados por nossas capacidades – como no filme de Charlie Chaplin, Tempos Modernos, de 1936.

Para abarcarmos toda a sociedade e sua inerente diversidade, precisamos colocar em xeque mate algumas premissas.

Para percorrermos juntos a desconstrução de algumas crenças, vamos trazer alguns exemplos práticos:

(1) Relatos de superação e feitos heroicos – usar a história de uma pessoa com deficiência e mencionar que ela é um herói ou um exemplo de superação pois conseguiu ultrapassar uma barreira social. Há uma expectativa “velada” de que elas fracassem ao ultrapassá-la, e quando ultrapassam, são considerados heróis.

(2) Infantilização das pessoas com deficiência – tratar uma pessoa com deficiência como uma eterna criança pode ser quando você não enxerga aquele ser humano como um(a) possível profissional, amigo(a), esportista, mãe/pai de família e tantas outras possibilidades.

(4) Falar somente com quem está como acompanhante da pessoa com deficiência e não dirigir a palavra ou o olhar à própria, desconsiderando sua opinião, tornando-o invisível como se ali não estivesse.

(5) Falas como “com os tratamentos ele vai voltar a ser normal”: a pessoa com deficiência não acha que precisa ser consertada, ela quer somente ser aceita com afeto do jeito que ela é.

Fazemos aqui um convite à mudança. E, para mudar, precisamos aceitar nossos preconceitos e transformarmos nossas atitudes.

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